Olá, leitores, tudo bem?
Hoje eu quero conversar com vocês sobre o caso do cão “Orelha”, que não foi e jamais será esquecido pela população nacional e internacional.
Sabemos que, até o presente momento, o desfecho do caso ainda é aguardado.
As pessoas, especialmente nas redes sociais, clamam por #justiçapororelha e pedem insistentemente por uma CPI do Caso Orelha em nível federal — e a razão é óbvia.
A omissão dos órgãos responsáveis desde o início, assim como a proteção demasiada dos possíveis infratores, acabou por atrapalhar a conclusão do caso.
Adianto que, no Brasil, diversos jovens cometem “atos infracionais”; contudo, a proteção não costuma ser tão exacerbada como ocorreu nesta situação, que envolveu sobrenomes de peso.
Não há como acreditar que o Orelha não tenha sido agredido brutalmente.
Isso porque o veterinário responsável pelo atendimento do cão, no dia em que ele foi levado à clínica, deixou explícito que as lesões eram provenientes de agressão e não tinham relação com um possível atropelamento.
Da mesma forma, não é necessário ser médico-veterinário para compreender, ainda que de forma simplória, que a suposta “doença” dentária do Orelha jamais poderia causar tamanha destruição em sua face.
O caso foi tão grave que o Excelentíssimo Governador de Santa Catarina mencionou:
“As provas estão de embrulhar o estômago.”
O órgão ministerial tentou fundamentar a morte do Orelha em quase 200 páginas, baseando-se nesta possível doença. Entretanto, a conclusão não convence ninguém com o mínimo de inteligência, nem poderia proceder, já que a perícia realizada após o falecimento e o sepultamento do animal deixou de ser feita por um médico-veterinário.
Ademais, é preciso salientar que nenhum representante de ONG ou advogado animalista conseguiu acompanhar a retirada do corpo do Orelha para, consequentemente, acompanhar a perícia.
Aliás, nenhum advogado animalista conseguiu acesso aos autos, o que gerou e ainda gera muitas controvérsias acerca da falta de transparência no caso que envolveu inúmeras situações temerárias.
Diferentemente do profissional que atendeu o Orelha no dia em que ele foi encontrado quase sem vida e ratificou que o animal foi vítima de maus-tratos, a prova favorável à vítima deixou de ser considerada pelo órgão que deveria defendê-la das injustiças do homem.
Ou seja, há inúmeras lacunas que apenas serão preenchidas quando uma CPI em nível federal for instaurada.
Orelha, você jamais será esquecido, mas nós insistimos em ver a justiça de fato sendo feita. Afinal, todos os seres vivos precisam ser respeitados.
Orelha, o cãozinho humilde, meigo e comunitário da Praia Brava, em Florianópolis, Santa Catarina, não é somente um “simples” cão; ele se tornou um símbolo mundial contra os maus-tratos aos animais, com uma dimensão significativa em todo o mundo.
Não há quem desconheça o episódio ocorrido no ano de 2026.
Até o ator Paul Wesley falou sobre o acontecimento.
Orelha atingiu um patamar histórico para a causa animal nunca visto antes.
Infelizmente, isso tudo custou a vida de um ser perfeito e amado por todos que residem naquela que é, igualmente, uma das praias mais famosas do mundo.
No entanto, a região, a cidade e até o estado ficaram conhecidos, diferentemente do cãozinho, como o local da “impunidade.”
Tristes tempos na Ilha que talvez já tenha sido da “magia.”
Até a próxima, pessoal!
Abraços da #rainhadosdoguinhos
@dragiovanademai e @projetopatinhasdragiovana
Dra. Giovana Demai
OAB/SC nº: 59.790
