Janeiro Branco é uma campanha nacional de conscientização sobre a importância da saúde mental e emocional. Criada em 2014, ela convida a sociedade a aproveitar o início do ano — período simbólico de recomeços — para refletir sobre a vida, as emoções e a necessidade de cuidar da mente com a mesma atenção dedicada ao corpo. Em 2023, a campanha ganhou ainda mais força ao se tornar Lei Federal, reforçando a urgência de quebrar tabus, promover o bem-estar psicológico e estimular a busca por ajuda profissional por meio de palestras, eventos e ações educativas.
Falar de saúde mental é falar de pessoas reais, de histórias silenciosas e, muitas vezes, invisíveis. Entre essas histórias estão as das mães atípicas — mulheres que dedicam suas vidas ao cuidado de filhos com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, como o autismo, ou outras condições que exigem atenção constante. Essas mães enfrentam jornadas exaustivas, marcadas por sobrecarga emocional, cansaço físico, preocupações financeiras e, em muitos casos, falta de apoio familiar, social e institucional.
A rotina dessas mulheres raramente inclui descanso ou tempo para si. Muitas vivem em estado permanente de alerta, lidando com preconceito, julgamentos e a dor de não serem compreendidas. O resultado é um impacto profundo na saúde mental: ansiedade, depressão, sentimento de solidão e esgotamento emocional. Ainda assim, essas mães seguem firmes, colocando as necessidades dos filhos à frente das próprias, como se cuidar de si fosse um luxo — quando, na verdade, é uma necessidade.
Cuidar da saúde mental da mãe atípica é cuidar de toda a família. É reconhecer que ela também precisa ser acolhida, ouvida e amparada. É compreender que ninguém consegue cuidar bem do outro quando está adoecendo por dentro.
Diante dessa realidade, o Projeto Brilhando Juntos reafirma seu compromisso com o acolhimento e o fortalecimento dessas mulheres. Durante o Janeiro Branco e ao longo do ano, o projeto irá se empenhar na realização de encontros com mães atípicas, promovendo espaços seguros de escuta, troca de experiências e apoio mútuo, com o acompanhamento e a colaboração de profissionais da saúde, como psicólogos e outros especialistas.
Mais do que encontros, a proposta é construir uma rede de cuidado, empatia e pertencimento. Porque falar de saúde mental é falar de dignidade, de humanidade e de esperança. Que este Janeiro Branco seja um convite não apenas à reflexão, mas à ação — para que nenhuma mãe atípica caminhe sozinha.
Por Carine Rodrigues
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