Plano existe. Urgência também. Dados da Segurança Pública de SC reforçam a importância do Plano de Proteção às Mulheres

Por Maria Helena Jorn

Os dados apresentados pela Segurança Pública nesta terça-feira (13) reforçam uma realidade que Santa Catarina não pode ignorar. O Estado segue como o mais seguro do país, com redução de roubos e furtos em 2025, mas feminicídio e latrocínio aumentaram. Os números, por si só, justificam a necessidade de tirar do papel, com rapidez, o Plano Estadual de Combate à Violência contra a Mulher, lançado no ano passado.

Houve avanços. Crimes contra mulheres em contexto de violência doméstica caíram 2,2%, o que representa 1.634 vítimas a menos em relação a 2024. Ainda assim, o feminicídio se manteve praticamente estável, com 52 vítimas em 2025. A maioria dos crimes ocorreu dentro de casa, muitas vezes sem qualquer registro prévio ou medida protetiva. É justamente nesse ponto que a prevenção precisa ganhar escala.

O Plano Estadual aponta o caminho. Importante campanha de conscientização sobre o papel dos homens neste contexto está sendo veiculada na mídia. Também estão previstas 26 novas delegacias especializadas, medida estratégica para ampliar o acesso, qualificar o atendimento e fortalecer a rede de proteção às mulheres. Atualmente, a Polícia Civil de Santa Catarina conta com 32 Delegacias de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMIs), distribuídas na Capital e nas sedes das Delegacias Regionais de Polícia (DRPs).

As novas unidades estão previstas para os municípios de Joinville, Florianópolis, Blumenau, São José, Itajaí, Chapecó, Palhoça, Criciúma, Jaraguá do Sul, Lages, Brusque, Camboriú, Navegantes, Itapema, Biguaçu, Gaspar, Indaial, Içara, Tijucas, Imbituba, São Francisco do Sul, Barra Velha e Araquari.

Santa Catarina já mostrou capacidade de reduzir indicadores criminais. Agora, o desafio é garantir que essa eficiência também se traduza em proteção efetiva às mulheres. O plano está lançado, as estruturas anunciadas e os dados comprovam a urgência. Executar é o próximo passo — e ele não pode esperar.

Nas cidades com mais de 150 mil habitantes serão instaladas duas delegacias de proteção às pessoas em situação de vulnerabilidade: uma Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente e uma Delegacia de Proteção à Mulher e ao Idoso. Essa divisão visa aprofundar a expertise e o atendimento em cada área específica.

Já nas cidades com mais de 300 mil habitantes, a estrutura será ainda mais especializada, com a criação de três delegacias: a Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente, a Delegacia de Proteção à Mulher e ao Idoso e a Delegacia do Adolescente Infrator.

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