Crianças com deficiência enfrentam maior risco de violência sexual 

Estudo aponta vulnerabilidade ampliada e necessidade de vigilância das famílias e profissionais de saúde 

Crianças e adolescentes com deficiência estão entre os grupos mais vulneráveis à violência sexual no Brasil. Dados recentes mostram que elas têm 2,27 vezes mais risco de sofrer esse tipo de abuso em comparação com crianças sem deficiência. Em 2023, foram registrados quase 2,4 mil casos, sendo a maioria envolvendo meninas de até 19 anos. 

Especialistas alertam que os sinais de violência muitas vezes passam despercebidos, já que podem ser confundidos com características da própria deficiência. Entre os comportamentos que merecem atenção estão mudanças bruscas de humor, regressão em habilidades já adquiridas, medo de pessoas ou lugares específicos e isolamento social. 

A maior parte das violações ocorre dentro de casa, reforçando a necessidade de vigilância das famílias. O problema é agravado pelo capacitismo estrutural, preconceito que contribui para a invisibilidade e subnotificação dos casos. 

Profissionais de saúde também têm papel crítico na detecção, devendo receber capacitação para identificar sinais mascarados pela deficiência e oferecer atendimento especializado. Mulheres com deficiência são particularmente vulneráveis: 28% delas relatam violência sexual, contra 10% dos homens. 

A educação sexual adaptada é apontada como ferramenta essencial de proteção, ensinando noções de privacidade, consentimento e formas de denunciar abusos. Famílias que suspeitam de violência devem acionar imediatamente o Disque 100, conselhos tutelares, delegacias especializadas ou serviços de saúde. 

Com informações de:  Gov.br e g1.globo.br  

Por Carine Rodrigues  

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