A coluna desta semana pode soar romântica, afinal o tema é o amor. Ao preparar esta crônica, encontrei um livro que já tocou — e ainda toca — milhares de pessoas. Não é por acaso: o amor está presente em nossas vidas de diversas formas. Seja o amor romântico, seja o amor por pais, filhos, parentes ou amigos.
Há poucos dias visitei um amigo internado em um hospital da região. Ele havia amputado uma perna devido a complicações do diabetes e agora enfrentava a amputação da outra. Com lágrimas nos olhos, perguntou se eu achava que sua namorada ainda iria querer ficar com ele. Esse namoro é especial: eles haviam namorado há mais de 50 anos, seguiram caminhos diferentes, casaram-se com outras pessoas, ficaram viúvos e, depois, se reencontraram. Voltaram a namorar.
Naquele momento, vieram à mente as palavras:
“O amor é paciente e bondoso… não se gaba, não é orgulhoso… não procura seus próprios interesses, não se irrita com facilidade. Suporta todas as coisas… persevera em todas as coisas. O amor nunca acaba.”
(1 Coríntios 13:4-8)
Meu amigo se emocionou com essas palavras.
Mas e o livro que mencionei? As 5 linguagens do amor, de Gary Chapman, nos faz refletir sobre as diferentes formas de amar. Chapman ensina que precisamos aprender a amar as pessoas da maneira que elas preferem ou necessitam ser amadas. As cinco linguagens são:
- Palavras de afirmação – elogios e palavras que valorizam.
- Tempo de qualidade – momentos juntos, sem distrações.
- Presentes – demonstrações de lembrança e carinho.
- Atos de serviço – colaboração e ajuda nas atividades.
- Toque físico – gestos de carinho e afeto.
O convite desta coluna é simples: descubra qual é a linguagem da pessoa amada e fale essa língua. Da mesma forma, é essencial que quem nos ama também compreenda a nossa linguagem.
Pretendo perguntar ao meu amigo se ele já aprendeu a linguagem da sua amada. Afinal, quando identificamos a nossa forma de amar e a da pessoa que amamos, a comunicação se torna leve, plena e agradável.
Então, qual é a linguagem do seu amor?
