Entre flores e lembranças: como Santa Catarina celebra o Dia das Mães ao longo das gerações 

O Dia das Mães, celebrado em todo o Brasil, ganha contornos singulares em Santa Catarina. Entre almoços familiares, missas festivas e presentes artesanais, a data revela tradições que atravessam gerações e se reinventam com o tempo. 

O início das celebrações 

Historiadores apontam que, nas comunidades de colonização alemã e italiana, o Dia das Mães começou a ser marcado por encontros comunitários e celebrações religiosas. Em Blumenau, por exemplo, registros mostram que já nos anos 1950 famílias se reuniam em grandes almoços coletivos, onde cada vizinho contribuía com um prato típico. 

Tradições que resistem 

Apesar das mudanças sociais, algumas práticas permanecem vivas. Em cidades do interior, como São Joaquim e Lages, ainda é comum que filhos presenteiem as mães com flores cultivadas em casa. Já em comunidades açorianas do litoral, a missa dominical continua sendo um ponto de encontro para homenagens. 

A transformação urbana 

Nas maiores cidades, como Joinville e Florianópolis, o Dia das Mães ganhou novos contornos. Restaurantes lotados, promoções no comércio e presentes industrializados passaram a marcar a data. Ainda assim, muitas famílias mantêm o almoço caseiro como símbolo de afeto e tradição. 

Vozes da memória 

“Minha mãe sempre dizia que o melhor presente era ver todos os filhos reunidos à mesa. Hoje, mesmo com restaurantes e shoppings oferecendo opções, nós mantemos o almoço em casa”, conta Maria Helena, 62 anos, moradora de Blumenau. 

Já para Ana Clara, 28 anos, de Florianópolis, a tradição se mistura com a modernidade: “Faço questão de levar minha mãe para a missa, como sempre fizemos, mas depois reservamos um restaurante para celebrar juntas.” 

O valor da lembrança 

Mais do que presentes, o Dia das Mães em Santa Catarina revela a força da memória e da tradição. Entre flores colhidas no quintal e encontros familiares, a data continua sendo um elo entre passado e presente, reafirmando o papel da mãe como centro da vida afetiva e comunitária. 

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