O governo federal estuda liberar parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar famílias brasileiras a refinanciar dívidas. A medida faz parte de um pacote em elaboração pela equipe econômica, que busca alternativas para reduzir o endividamento recorde no país.
Principais pontos em discussão
- Uso do FGTS: parte do saldo poderia ser destinada à quitação de débitos.
- Travas de proteção: mecanismos para evitar novos endividamentos, especialmente com apostas digitais.
- Foco social: prioridade para famílias mais vulneráveis, trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas.
- Fundo garantidor: possibilidade de criar um instrumento que permita descontos aos endividados.
Reuniões no Planalto
Na terça-feira (7), o presidente Lula reuniu ministros da Fazenda, Casa Civil, Trabalho, Gestão e Planejamento, além do vice-presidente Geraldo Alckmin, para discutir o desenho das medidas. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o pacote terá diferentes linhas de ação para atender diversos perfis de devedores.
Contexto
- O presidente tem cobrado soluções que traduzam os indicadores econômicos em melhoria da qualidade de vida da população.
- Em março, durante viagem a Goiás, Lula já havia pedido estudos para facilitar o pagamento das dívidas e incentivar melhor administração do salário.
- Dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) mostram que o endividamento atingiu mais de 80% dos lares brasileiros em março de 2026, o maior índice da série histórica.
- A equipe econômica também apresentou ao presidente os resultados do programa Desenrola, lançado em 2023, e dados sobre linhas de crédito caras, como cheque especial e cartão de crédito.
O governo prepara um pacote para aliviar o endividamento das famílias, com destaque para o uso do FGTS, criação de travas contra novas dívidas e foco em grupos mais vulneráveis.

Governo avalia uso do FGTS para famílias pagarem dívidas | Divulgação/Washington Costa/MF



