Em 24 de fevereiro de 1932, o Brasil deu um passo histórico rumo à democracia plena: as mulheres conquistaram o direito de votar. A medida foi oficializada pelo Decreto nº 21.076, assinado pelo então presidente Getúlio Vargas, que instituiu o Código Eleitoral de 1932.
Um marco na cidadania
Até então, a participação política era restrita aos homens. A conquista do voto feminino foi resultado de décadas de mobilização, lideradas por figuras como Bertha Lutz, uma das principais vozes do movimento sufragista no país. O decreto não apenas reconheceu o direito das mulheres, mas também trouxe inovações como o voto secreto e a criação da Justiça Eleitoral.

Bertha Lutz (1894–1976) – cientista e deputada foi uma das fundadoras da Federação Brasileira para o Progresso Feminino, entidade que liderou a campanha pelo voto feminino e outros direitos das mulheres
Da conquista à consolidação
- Em 1932, o voto feminino foi reconhecido, mas ainda de forma facultativa.
- A Constituição de 1934 consolidou o direito, garantindo às mulheres a participação plena nas eleições.
- Somente em 1965, com a reforma eleitoral, o voto feminino tornou-se obrigatório, equiparando-se ao dos homens.
Significado histórico
O Brasil foi um dos primeiros países da América Latina a reconhecer o sufrágio feminino. A conquista representou não apenas um avanço jurídico, mas também um marco simbólico na luta pela igualdade de gênero e pela ampliação da democracia.
Vozes que ecoam até hoje
A vitória de 1932 abriu caminho para que mulheres ocupassem espaços de poder e decisão. Hoje, a data é lembrada como símbolo da resistência e da força de quem lutou para que o país fosse mais justo e representativo.

Urna de Madeira
As urnas de madeira foram utilizadas desde o período imperial até a década de 50. O voto era depositado numa abertura na parte superior e, neste modelo, retirados pela parte inferior onde há uma espécie de alçapão, com uma fechadura.



