Bom senso pode ser definido como a capacidade de julgar de maneira equilibrada as situações do cotidiano. Mas como anda o nosso bom senso — e o das pessoas que nos rodeiam? Que atitudes desagradáveis percebemos no dia a dia?
Um exemplo imediato é o mau uso do celular. Além de ser utilizado ao dirigir, também é comum vê-lo nas academias: muitas pessoas demoram para liberar aparelhos porque estão distraídas com o celular. Recentemente, após vários minutos de espera, precisei perguntar a uma moça se ainda iria demorar, já que não largava o aparelho.
Outro caso curioso foi relatado em uma reportagem sobre restaurantes em São Paulo. As filas não se formavam pelo aumento do movimento, mas porque os clientes tiravam inúmeras fotos. Quando a refeição chegava, fotografavam os pratos e deixavam a comida esfriar, pedindo depois para esquentar novamente. Esse comportamento gerava filas nas portas dos restaurantes.
Situações semelhantes acontecem em restaurantes todas as semanas: pais com filhos, mas com a atenção voltada para o celular em vez da família.
Mas a falta de bom senso não se limita ao uso do celular.
- Nos supermercados, muitos deixam o carrinho de compras em qualquer lugar do estacionamento, atrapalhando quem precisa estacionar.
- Pessoas que passeiam com seus cães sem focinheira ou sem sacolas para recolher a sujeira também demonstram descuido.
- E há ainda expressões estranhas que se popularizaram, como “pai de pet” ou “mãe de pet”.
O mais preocupante é que essas atitudes vêm de pessoas que, à primeira vista, parecem educadas, mas cujos gestos revelam o contrário. Afinal, bom senso é a capacidade de julgar de forma equilibrada, sensata e racional, distinguindo o certo do errado. Nossas ações e decisões inevitavelmente afetam outras pessoas. Exemplos claros são:
- dirigir após beber,
- usar o celular ao volante,
- deixar cães soltos que podem morder alguém.
Diante disso, cabe refletir: como quero ser conhecido e reconhecido? Tenho agido e falado de maneira a demonstrar bom senso?
Curiosamente, muitas pessoas que não o praticam ainda têm a audácia de criticar o país em que vivem. Não cumprem sua parte e, mesmo assim, reclamam. Esquecem que nossa maneira de agir é observada por filhos, netos, colegas de trabalho e até desconhecidos.
Parar, pensar e evoluir — essas são, de fato, questões de bom senso.



