Por Vanessa Karine – Jornalismo Adjori/SC
Fotografias: Victor Hug
No balanço de um ano sob administração federal, o Porto de Itajaí apresentou resultados que confirmam a consolidação da retomada de suas operações e da recuperação financeira. O seminário institucional realizado na sede do terminal portuário reuniu autoridades federais, estaduais e municipais e marcou a formalização da gestão transitória com a Autoridade Portuária Federal – Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba).
Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, a federalização foi decisiva para salvar o terminal em um dos momentos mais delicados de sua história. “Há exatamente um ano, o Porto vivia uma paralisação operacional e acumulava dívidas superiores a R$100 milhões. A federalização, conduzida pelo governo do presidente Lula, não foi apenas um ato administrativo, mas uma decisão estratégica para proteger empregos e devolver à cidade seu principal motor econômico”, afirmou.
Os números apresentados confirmam a recuperação. O faturamento do período chegou próximo a R$180 milhões, com arrecadação superior a R$4,5 milhões em ISS para o município e quitação integral das dívidas herdadas da gestão anterior. A retomada refletiu diretamente na movimentação de cargas: o terminal já se aproxima da marca de 50 mil contêineres movimentados na área arrendada, resultado considerado acima da média nacional para portos em processo de reativação.
Além da recuperação financeira, foram anunciados investimentos estratégicos em dragagem do canal de acesso, modernização tecnológica e requalificação da infraestrutura portuária. O arranjo institucional, que preserva a gestão local e a mão de obra existente, garante estabilidade jurídica e prepara o terreno para a futura criação da Companhia Docas de Santa Catarina.
O impacto econômico regional também foi destacado. De acordo com Décio Lima, presidente do Sebrae, grande parte das operações do Porto está diretamente ligada às micro e pequenas empresas, especialmente nas cadeias produtivas do comércio exterior e da logística. “A normalização das atividades portuárias contribui para geração de emprego, renda e fortalecimento da economia catarinense”, observou.

Ao final do seminário, autoridades ressaltaram que a federalização cumpriu o papel de restabelecer a capacidade operacional e financeira do Porto de Itajaí, reposicionando o terminal como ativo estratégico para o desenvolvimento econômico de Santa Catarina e do Brasil, além de preparar o ambiente institucional para novos investimentos estruturantes.




