Além do litoral: por que o interior de SC virou rota de fuga do verão?

Interior oferece uma temporada de verão em alta, impulsionada pela busca por rios, cachoeiras, trilhas e atividades ao ar livre

Enquanto o litoral catarinense recebe mais de 3 milhões de pessoas nesta temporada de verão, o interior do estado surge como alternativa para quem busca tranquilidade, natureza e experiências autênticas, longe do trânsito e das multidões. Cidades como Rancho Queimado, Santo Amaro da Imperatriz, Rio dos Cedros, Anitápolis e Alfredo Wagner oferecem clima ameno, silêncio e uma diversidade de atrativos que conquistam famílias, casais e grupos de amigos.

Segundo Hélio Dagnoni, presidente da Fecomércio-SC, o turismo de inverno na Serra registrou recorde histórico em 2025, com gasto médio acima de R$ 3,5 mil por grupo, crescimento de 26% em comparação ao ano. Ele ainda reforçou que a movimentação deixou de ser algo restrito ao frio. “Temos visitantes em todas as épocas do ano e isso é excelente. No caso da Serra catarinense, é possível ver o crescimento ano após ano. Isso é fruto de muito trabalho envolvendo nossos destinos”, afirma.

Embora o pico histórico de visitantes seja no inverno, a Serra mantém uma temporada de verão em alta, impulsionada pela busca por rios, cachoeiras, trilhas e atividades ao ar livre, com acesso fácil, segurança e contato direto com a comunidade local. Gastronomia regional e passeios guiados consolidam o destino mesmo fora dos meses de frio.

A virada longe da orla

Enquanto cidades do litoral, como Balneário Camboriú, reuniram milhares de pessoas na virada, a Serra ganhou espaço como rota para quem prefere trocar o barulho dos fogos por lareira, silêncio e paisagens de montanha.

A explicação, segundo a professora e consultora do Eixo de Turismo do Senac Santa Catarina, Fabiana Roeder, é que existe um movimento claro de pessoas que querem distanciar-se do excesso de ruído, velocidade e multidões. “O verão, para esse público, deixa de ser sinônimo de praia e passa a ser um tempo de fuga consciente. As cidades fora do eixo litoral, especialmente as de serra e interior, têm enorme potencial ao oferecer experiências ligadas ao tempo lento, ao contato com paisagens preservadas, à vida rural, às trilhas e à gastronomia local.” Para ela, não se trata de competir com o litoral, mas de oferecer outro modo de viver o verão, baseado na permanência e não na pressa”, diz.

A professora explica que, quando bem planejado, o turismo passa a ser um vetor de desenvolvimento territorial, não apenas econômico, mas social e cultural. “O turismo gera renda, diversifica a economia, fortalece pequenos negócios, valoriza saberes locais e contribui para a fixação das pessoas no território”.

Turismo de experiência

Para que o Turismo não rompa o equilíbrio que o torna atrativo, a atividade requer planejamento e governança com cuidado especial nas cidades interioranas. O Projeto Conhecendo a Serra Catarinense: uma jornada educativa,  operacionalizado pelo Senac, articula educação patrimonial, turismo pedagógico e valorização do território, utilizando metodologias ativas e aprendizagem significativa.

Para a professora, “o projeto trabalha o território como espaço educativo, fortalece o sentimento de pertencimento da comunidade e cria narrativas que conectam visitantes, moradores, professores e estudantes. É um modelo que mostra como o turismo pode ser mais do que visitação, pode ser formação, consciência e legado”.

Além disso, experiências de turismo rural, rotas temáticas, festivais gastronômicos regionais e projetos de turismo de base comunitária reforçam a lógica do tempo lento e da permanência.

Roteiros de “fuga”:

Para desconectar-se sem abrir mão do conforto, Santa Catarina oferece caminhos de destaque:

  • Rancho Queimado: refúgios serranos, cabanas e gastronomia colonial; base para trilhas e cachoeiras.
  • Santo Amaro da Imperatriz: águas termais, natureza e opções de bem-estar; ideal para famílias e casais.
  • Anitápolis e Rio dos Cedros: pousadas isoladas, turismo rural e cenários de montanha para quem busca sossego.
  • Alfredo Wagner: paisagens de montanha, turismo rural e rotas de aventura; ideal para quem busca contato com a natureza e experiências autênticas.

Transformando potencial em Turismo qualificado: Senac oferece soluções personalizadas de planejamento turístico e desenvolvimento municipal

O crescimento do turismo de interior abre espaço para planejamentos turísticos e planos municipais que consolidem destinos fortes, com valorização cultural, qualificação de negócios e ordenamento da oferta. Estruturar trilhas, circuitos gastronômicos, rotas de enoturismo e experiências guiadas ajuda a distribuir o fluxo, aumentar o ticket médio e reduzir a sazonalidade.

O Senac SC atua como articulador entre educação, mercado e território, transformando potencial em produto turístico qualificado, oferecendo soluções corporativas altamente personalizadas, por meio do Senac Empresarial. Dentre os serviços disponíveis, estão:

  • Formação profissional em hospitalidade, gastronomia e serviços;
  • Capacitação empreendedora e gerencial;
  • Apoio à formatação de experiências turísticas;
  • Projetos de turismo sustentável, criativo e de base comunitária;
  • Consultorias, diagnósticos e ações de extensão.

“A instituição tem um papel estratégico que contribui diretamente para transformar potencial em produto turístico qualificado, ajudando a criar uma cultura de turismo responsável, alinhada às características e limites de cada território”, conclui Fabiana.

Assessoria de Imprensa Senac SC

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