O mês de janeiro marca a campanha Janeiro Roxo, iniciativa nacional voltada à conscientização sobre a hanseníase. A ação busca ampliar o diagnóstico precoce, garantir acesso ao tratamento e combater o estigma social que ainda acompanha a doença.
A hanseníase, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Apesar de ser contagiosa, tem cura quando diagnosticada cedo e tratada com antibióticos, em um período que varia de seis a doze meses. O tratamento é oferecido de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), cerca de 200 mil novos casos são registrados anualmente em mais de 120 países. O Brasil responde por aproximadamente 90% dos casos das Américas, sendo o segundo país mais afetado no mundo, atrás apenas da Índia.
Em 2026, diversas cidades brasileiras intensificaram as ações do Janeiro Roxo. Em Ribeirão Preto, por exemplo, unidades de saúde promoveram rodas de conversa, capacitação de profissionais e aplicação de questionários para identificar sinais da doença. No Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde destacou a importância da busca ativa de casos suspeitos e da investigação de contatos, com atenção especial a populações vulneráveis, como pessoas em situação de rua e comunidades indígenas.
Além das medidas de prevenção e diagnóstico, a campanha também reforça o combate ao preconceito. O estigma social ainda é um dos maiores obstáculos para que pacientes procurem atendimento médico, o que pode atrasar o diagnóstico e agravar os casos. A cor roxa simboliza justamente a luta contra a desinformação e o preconceito que cercam a doença.
Autoridades de saúde ressaltam que a informação é a principal arma contra a hanseníase. Identificar precocemente os sinais — como manchas na pele com perda de sensibilidade, formigamentos e dores nos nervos — pode salvar vidas e evitar sequelas permanentes.
Com o Janeiro Roxo, o Brasil reforça seu compromisso em enfrentar uma das doenças mais antigas da humanidade, lembrando que a hanseníase tem cura e que o acesso ao tratamento é um direito garantido a todos.




