No dia 10 de julho de 1958, Santo Amaro da Imperatriz escreveu o capítulo mais importante de sua história. Após anos de impasses políticos, protestos e até uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que anulou uma tentativa anterior, o Diário Oficial do Estado publicou a Lei nº 344. O decreto desmembrou definitivamente o território de Palhoça, elevando o antigo distrito à categoria de município.
A conquista coroa uma mobilização comunitária que enfrentou burocracias e reviravoltas dramáticas para garantir a independência política e administrativa da região.
O Recuo e a Luta contra a Burocracia
A emancipação não foi um caminho fácil. O desejo de autogoverno ganhou força em 1953, mas esbarrou na resistência das autoridades locais. Em 1956, a Assembleia Legislativa chegou a aprovar a criação do município, que teve Haroldo Silva como prefeito temporário. No entanto, em abril de 1957, uma decisão do STF cassou a lei, forçando a cidade a voltar à condição de distrito de Palhoça.
Longe de desanimar, as lideranças locais intensificaram as negociações. O apoio crucial veio dos deputados estaduais Ivo Silveira e Laerte Ramos Vieira, que reapresentaram o projeto após obterem o aval da Câmara de Palhoça. A assinatura final do Deputado José Miranda Ramos selou o nascimento jurídico da nova cidade.
Da Mudança de Nome à Herança Imperial
O caminho até 1958 também foi marcado pela disputa da identidade local. Antigo Santo Amaro do Cubatão, o distrito foi rebatizado obrigatoriamente como “Cambirela” em 1943 para cumprir uma lei federal que proibia nomes repetidos no país.
A denominação atual só foi conquistada em 1947. O nome “Santo Amaro da Imperatriz” foi escolhido como uma homenagem definitiva à Imperatriz Teresa Cristina e à histórica visita da comitiva imperial à região, ocorrida em 1845, atraída pelas famosas fontes de águas minerais.
O Futuro Após a Emancipação
Livre das amarras de Palhoça, o novo município assumiu o controle de seu destino econômico. Embora seu território original tenha sofrido novos desmembramentos anos mais tarde — dando origem às cidades vizinhas de Águas Mornas e Anitápolis —, Santo Amaro da Imperatriz consolidou-se nas décadas seguintes como um polo ecológico. Hoje, o município é consagrado internacionalmente como a Capital Catarinense das Águas Termais, unindo turismo, história e preservação ambiental.
FOTOS E DADOS DO ACERVO DO FOTÓGRAFO PESQUISADOR E HISTORIADOR SILVIO KNABBEN

Foto da missa de Posse do Primeiro Prefeito Eleito de Santo Amaro da Imperatriz, Orlando Becker no dia 31.01.1.959

ESTÁ FOTO É DA NOMEAÇÃO E POSSE DO PREFEITO MUNICIPAL DE SANTO AMARO DA IMPERATRIZ AUGUSTO ALTHOFF. NO DIA 10 DE JULHO DE 1958.

Essa era a Prefeitura Municipal de Santo Amaro da Imperatriz, que ficava na Rua Prefeito José Kehrig, centro, número 306. Esse local hoje é o ponto de táxi Turibio Tito de Medeiros, na Rua Jornalista Alírio Bossle.

NESTA FOTO, ORLANDO BECKER ASSINANDO O LIVRO DE POSSE DO PRIMEIRO PREFEITO MUNICIPAL ELEITO PELO POVO EM SANTO AMARO DA IMPERATRIZ NO DIA 02.10.1958.

Posse do Primeiro prefeito eleito de Santo Amaro da Imperatriz, no gabinete da Prefeitura Municipal, Centro da cidade, localizada na rua Prefeito José Kehrig, 306. Da esquerda para a direita, vereador eleito Clemente Tiago Diniz, deputado Dib Cherem, secretário de administração Rubens Diniz;com o livro de ata na mesa, primeiro prefeito Eleito Orlando Becker, deputado Ivo Silveira, e ao seu Lado o Pároco Frei Fidêncio Feldmann, dia da posse do Prefeito Orlando Becker, 31.01.1.959.
