Delegado Fabiano deixa Santo Amaro com sensação de dever cumprido 

O delegado Fabiano, à frente da Polícia Civil de Santo Amaro da Imperatriz desde setembro de 2022, vive um momento de transição em sua carreira. Após três anos e meio de atuação na comarca, ele será promovido à última instância da carreira de delegado e, possivelmente, deixará o município. “Saio com a sensação do dever cumprido”, afirmou. 

Durante sua gestão, mais de dois mil inquéritos policiais foram encaminhados ao Poder Judiciário, além de cerca de mil termos circunstanciados referentes a crimes de menor potencial ofensivo. Entre as iniciativas de destaque está a criação da Sala Lilás, especializada em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, que também atua em crimes contra a dignidade sexual de crianças, adolescentes e mulheres. O resultado mais expressivo foi a ausência de feminicídios na cidade nesse período, apesar do aumento dos registros de violência doméstica. 

Os indicadores de segurança também revelam avanços significativos. A comarca registrou zero homicídios nos últimos três anos e meio, além de um aumento expressivo no cumprimento de mandados de prisão, com recordes consecutivos de produtividade em 2023, 2024 e 2025. Os crimes patrimoniais tiveram queda acentuada: 58% menos roubos e 28% menos furtos. Em 2025, os números ficaram abaixo dos registrados na década anterior. 

A reestruturação da Polícia Civil foi outro compromisso cumprido. Todas as unidades policiais foram reformadas, os computadores e veículos substituídos, e novos equipamentos adquiridos, como drones e fuzis. O atendimento do Detran foi ampliado, permitindo que todas as etapas da CNH sejam realizadas na comarca. Além disso, foi criada a Sala de Lares, com atribuições semelhantes às delegacias de proteção ao idoso e à mulher. O pátio de veículos apreendidos foi finalmente regularizado, e a comarca realizou a maior incineração de drogas da história da Polícia Civil, zerando os estoques custodiados. 

Sobre casos recentes que envolveram autoridades municipais e menores de idade, o delegado destacou que investigações dessa natureza são complexas e dependem de autorizações judiciais e pareceres do Ministério Público. Ele reforçou que a Polícia Civil mantém sigilo absoluto em crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes e pediu paciência à população. “Investigação policial não é entretenimento. Trabalhamos para produzir provas robustas que sustentem uma condenação no Judiciário”, afirmou. 

Ao encerrar sua fala, Fabiano agradeceu à sociedade civil, ao Poder Executivo, ao Legislativo e, sobretudo, aos policiais da comarca. “Formamos uma equipe nota 10”, concluiu. 

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