Caso Ralph: Justiça e dor em Santo Amaro da Imperatriz 

Jornal Top:  
Como é sabido por todos, o Jornal Top é um defensor da causa animal. Estamos vivendo um período conturbado com o caso do cão Orelha, em Florianópolis, mas aqui mesmo em Santo Amaro da Imperatriz as ocorrências têm sido frequentes. Um caso que nos chamou atenção foi o do Ralph, ocorrido na virada do ano. 

O Anderson Bechler, tutor do Ralph, está conosco para explicar o que aconteceu. Lembrando que o caso está tramitando na Justiça, com inquérito policial aberto e sob investigação. Acompanhemos de perto. 

Jornal Top:  
Anderson, conta pra gente como foi o ocorrido? 

Anderson: 
O caso aconteceu na madrugada do dia 2 para o dia 3. Eu não estava em casa. Meu pai me ligou dizendo que o Ralph estava morto. Próximo ao local havia um lanche com veneno e cacos de vidro. Depois, confirmamos que ele morreu envenenado, de forma cruel. 

Jornal Top:  
Na tua região já houve outros casos de violência contra animais? 

Anderson: 
Sim, mas ninguém denuncia. O pessoal tem medo, se sente ameaçado. É difícil enfrentar quem faz maldade com os animais. 

Jornal Top:  
O Ralph era um border collie, certo? 

Anderson: 
Sim, tinha seis anos. Era dócil, amigo, parceiro. Como todo cão, se expressava latindo. E foi justamente isso que, aparentemente, incomodou alguém e acabou acarretando esse crime. 

Jornal Top:  
Você tomou alguma providência após a morte? 

Anderson: 
Sim. Fiz o boletim de ocorrência e encaminhei tudo à Polícia Civil. O processo está lá desde o dia 2, mas até agora sem resposta. Coletamos informações com vizinhos, alguns disseram que havia reclamações sobre os latidos do Ralph. Mas isso é natural, é como os cães se comunicam. 

Jornal Top:  
Já foi instaurado o inquérito policial? 

Anderson: 
Sim. Inclusive sabemos quem foi o responsável. Não sofri ameaças até agora, mas quero que a Justiça seja feita. A pessoa precisa pagar pelo que fez, para não continuar fazendo isso com outros animais ou vizinhos. 

Jornal Top:  
Você teve que exumar o corpo do Ralph? 

Anderson: 
Sim. Enterrei ele no dia 3 e, no dia 6, precisei desenterrá-lo para que fossem feitos os exames e o laudo. Foi muito doloroso. Além da perda, ainda tive que passar por isso. 

Jornal Top:  
Por sorte, não havia crianças envolvidas diretamente, certo? 

Anderson: 
Sim, felizmente. Mas o sofrimento é grande. 

Jornal Top:  
Qual é o seu apelo? 

Anderson: 
Que o processo tenha andamento, que os fatos sejam apurados e que o responsável seja punido. Não podemos deixar esse caso impune. Se não houver punição, a pessoa vai continuar fazendo isso. Hoje, tenho medo de ter outro cachorro em casa. 

Jornal Top:  
O Ralph participou de caminhadas com o Jornal Top, não foi? 

Anderson: 
Sim, inclusive na última caminhada na Beira Rio. Este ano, vamos fazer uma homenagem a ele. 

Jornal Top:  
Agradecemos por compartilhar sua história, Anderson. Seguiremos acompanhando o caso, tanto no Instagram quanto no jornal impresso. Nosso compromisso é com o esclarecimento, não com o sensacionalismo. 

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